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Arte, música e brincadeira ocupam Salvador (BA) em circuito dedicado às infâncias negras

Projeto realiza atividades gratuitas entre os dias 22 e 26 de julho, com oficinas e apresentações voltadas a criançada e suas famílias
Imagem: Divulgação

Texto: Divulgação

Oficinas, teatro e música compõem a programação do Circuito Brincante – Infâncias Negras em Movimento, que acontece nos dias 22 e 26 de julho, em Salvador (BA). Com atividades gratuitas nos bairros de Periperi e no Comércio, a iniciativa propõe experiências culturais voltadas ao fortalecimento das identidades negras na infância.

A realização é do Bonde da Calu, coletivo que desenvolve ações voltadas às infâncias por meio da arte, da educação, da literatura e das tecnologias. O projeto integra o Circuito Mulheres Negras em Movimento 2026 – Do Corre à Plenitude, a iniciativa é coordenada pela Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult). 

A proposta do circuito é promover experiências artístico-pedagógicas que valorizem o brincar como instrumento de aprendizagem, memória e construção da identidade.

Programação

A ação começa no dia 22 de julho, na Bebeteca Antirracista Curumim, em Periperi, no Subúrbio Ferroviário de Salvador. O lançamento do circuito contará com a Oficina Brinquerê, desenvolvida pelo Bonde da Calu, que reúne diferentes linguagens artísticas e práticas educativas voltadas às infâncias negras.

No mesmo dia, o público poderá assistir ao espetáculo Griot Yaya e a Mala Brincante Cheia de Histórias, apresentado por Cássia Valle e integrantes do coletivo. A montagem reúne histórias inspiradas na produção literária da artista e nas personagens criadas pelo grupo.

As atividades continuam no dia 26 de julho, na Praça Maria Felipa, no Comércio, com o mini recital Maria Felipa. O espetáculo de rua apresenta a trajetória da heroína da Independência da Bahia por meio de poesia, música e performance.

Idealizadora do projeto e fundadora do Bonde da Calu, Cássia Valle destaca que iniciativas voltadas às infâncias negras contribuem para fortalecer a autoestima e ampliar as referências culturais das crianças.

“Cuidar das infâncias negras é também cuidar das nossas memórias e dos futuros que queremos construir. A arte cria caminhos para que crianças reconheçam suas histórias, suas referências e sua capacidade de transformar o mundo ao redor”, diz Cássia.

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