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Adolescentes de 14 anos denunciam estupro coletivo dentro de escola em Cabo de Santo Agostinho (PE)

Segundo a defesa das vítimas, as duas meninas foram violentadas por cinco colegas durante o intervalo das aulas
Imagem: Roberto Parizotti/FotosPublicas

Por Patrícia Rosa*

Duas adolescentes de 14 anos denunciaram ter sido vítimas de estupro coletivo dentro da sala de aula de uma escola municipal de Cabo de Santo Agostinho (PE). As garotas teriam sido violentadas por colegas de classe, alunos com idades entre 14 e 16 anos.

Uma das vítimas sofreu o abuso na última segunda-feira (3). A defesa das vítimas, feita pela advogada Luanny Porto, relatou que uma das garotas entrou na sala para comer um lanche durante o intervalo. Quando o grupo a jogou no chão, um dos alunos segurou a porta para que os outros quatro praticassem o abuso. Além das agressões, a vítima também foi ameaçada. Os agressores disseram que matariam sua família caso ela contasse sobre o abuso.

Logo após o ocorrido, a vítima procurou a direção da escola para relatar que havia acontecido. Segundo Luanny, a gestão da instituição declarou que iria resolver a situação, mas não dispensou a aluna nem procurou os responsáveis pela vítima.

A defesa ainda relatou que, ao chegar em casa naquele dia, a menina não contou o que havia acontecido aos pais por medo das ameaças. No dia seguinte, ela pediu para não ir à aula, mas, como os responsáveis não sabiam do caso, ela não teve autorização para faltar.

Durante a aula da última terça-feira (4), a garota mandou uma mensagem para a mãe pedindo ajuda. Quando tomou conhecimento do caso, a responsável buscou ajuda de um vereador da cidade, que, por sua vez, procurou auxílio jurídico.

A denúncia levou outra adolescente a relatar um crime similar que teria sofrido. A segunda adolescente relatou ter sido abusada aproximadamente um mês antes, também durante o intervalo das aulas. 

A segunda adolescente também teria procurado a gestão da instituição, que, segundo a defesa, disse que resolveria o caso e pediu para que a menina deixasse a situação de lado. A advogada ainda afirmou ao portal G1 que as famílias foram orientadas a desistir do caso.

“A família foi chamada na escola, e a diretora pediu para que elas desistissem do boletim de ocorrência para não ficar feio para a escola porque essa semana iria alguém falar sobre o Agosto Lilás, e não ia ser interessante para a instituição.”

O caso foi registrado na 14ª Delegacia da Mulher e está sob investigação da Polícia Civil de Pernambuco. Por se tratar de menores de 18 anos, a investigação segue sob segredo de Justiça.

A Prefeitura de Cabo de Santo Agostinho se pronunciou por meio de nota, negando que tenha havido omissão da escola diante do crime. Segundo a prefeitura, o caso está sendo acompanhado pelo Ministério Público de Pernambuco e pelo Conselho Tutelar.

Dados do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, realizado pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública, destacou que no ano passado foram registrados 84.388 casos de estupro de vulnerável, o que equivale a 231 casos por dia. 

*Com informações do Portal G1

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