Patrícia Rosa*
O Museu de Arte da Bahia (MAB), em Salvador (BA), recebe a exposição “Flores Que Curam”. A mostra tem como intuito abordar a fé, a memória e as tradições dos povos de terreiro, a partir do Sabejé, ritual público de cura ligado ao orixá Omolu.
Com entrada gratuita, a atividade começa às 18 horas e fica em cartaz até o dia 12 de setembro. A exposição apresenta registros da carreata “Ritual Omolu: Saúde e Esperança de um Povo junto às Casas de Candomblé”, que surgiu durante a pandemia de Covid-19 e que continua sendo realizada com participação de diferentes terreiros.
Um dos elementos centrais da exposição é o deburu (pipoca), utilizado nos rituais dedicados a Omolu. Com a exposição dos rituais, a mostra propõe levar o público a refletir sobre memória coletiva e tradições das religiões de matriz africana.
O curador da exposição, Antônio Marcos de Oliveira Passos, explica o significado simbólico e espiritual do deburu para as tradições de matriz africana. “O deburu é a flor que Omolu nos oferece para extrair nossas dores e purificar nossos caminhos. Levar essa estética e essa filosofia para o ambiente museal é afirmar que os nossos saberes litúrgicos são alta tecnologia de acolhimento, saúde mental e preservação da vida.”
“Flores Que Curam” tem a coordenação geral de Júnior Aficodé e curadoria de Antônio Marcos Passos. A programação apresenta registros dos fotógrafos Robson Maciel, Lucas Obá Izo e Cristian Dessa.
A mostra também foi construída por terreiros como o Ilê Axé Obá Afonjá Alafin Oyó, Unzó Mutalecí Raízes da Gomeia, Ilê Axé Oiá Dejí, Casa de Sultão e Ilê Axé Ogunja Tiluaê Orubaia.
*Com informações do Portal Alô Alô Bahia


