A estrela do basquete americano deixou um centro médico de base militar do Texas, nos EUA, na última sexta-feira (16). Ela foi libertada de uma colônia penal na Rússia após uma troca de prisioneiros

Por Andressa Franco

Após passar 10 meses presa na Rússia por transportar cartuchos de vapor contendo óleo de haxixe em sua bagagem em um aeroporto de Moscou, a estrela do basquete norte-americano Brittney Griner se pronunciou pela primeira vez sobre o caso. Nesta sexta-feira (16), ela deixou o Brooke Army Medical Center em Fort Sam Houston, Texas, nos Estados Unidos, uma semana depois de chegar ao local após sua libertação de uma colônia penal russa como parte de uma troca de prisioneiros. As informações são da CNN.

A prisão aconteceu no dia 17 de fevereiro, depois disso ela foi condenada por tráfico de drogas e transferida para uma das mais notórias colônias penais da Rússia, onde ex-detentos já relataram casos de tortura, espancamentos e condições de trabalho escravo.

“É tão bom estar em casa!”, escreveu em suas redes sociais, “Os últimos 10 meses foram uma batalha a cada passo. Eu cavei fundo para manter minha fé e foi o amor de muitos de vocês que me ajudou a seguir em frente. Do fundo do meu coração, obrigado a todos pela ajuda.”

Em sua lista de agradecimentos, Brittney citou sua esposa, Cherelle Griner, sua família, sua equipe de basquete, sua equipe jurídica russa, além dos ativistas que se mobilizaram pela sua liberdade. Agradeceu ainda o presidente dos EUA Joe Biden, a vice-presidente Kamala Harris, e o Secretário de estado dos Estados Unidos, Antony Bliken.

“Presidente Biden, você me trouxe para casa e sei que está empenhado em trazer Paul Whelan e todos os americanos para casa também. Usarei minha plataforma para fazer o que puder para ajudá-lo. Também encorajo todos que contribuíram para me trazer para casa a continuar seus esforços para trazer todos os americanos para casa. Toda família merece ser inteira”, continuou em sua publicação.

A jogadora de 32 anos informou ainda que pretende passar férias com a família, e voltar a jogar pelo Phoenix Mercury da WNBA nesta temporada e, “ao fazê-lo, espero poder dizer ‘obrigado’ àqueles de vocês que defenderam, escreveram e postado para mim pessoalmente em breve.”

Griner chegou ao centro médico no dia 9 de dezembro, depois que oficiais dos EUA garantiram sua liberdade em troca do traficante de armas russo Viktor Bout.

Entre suas realizações no esporte, a estrela foi duas vezes medalhista de ouro olímpica e oito vezes All-Star da WNBA, a liga feminina de basquete dos EUA.