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Atingidos por rompimento de barragem da Samarco, quilombolas de Gesteira (MG) cobram reparação em Brasília (DF)

Excluída do acordo de reparação, comunidade segue enfrentando contaminação, insegurança alimentar e ausência de assistência à saúde
Imagem: Assessoria do Quilombo de Gesteira

Texto: Divulgação

Representantes da comunidade quilombola de Gesteira, localizada no município de Barra Longa (MG), estiveram em Brasília na última quinta-feira (19) para cobrar a implementação de medidas reparatórias no território, atingido pelo rompimento da barragem de Fundão, controlada pela Samarco Mineração S.A., em novembro de 2015.

A ocupação foi realizada na área da Esplanada dos Ministérios com objetivo de garantir um diálogo direto com as autoridades e obter respostas efetivas às reivindicações da comunidade. A ação integra um processo contínuo de mobilizações articuladas como estratégia de luta e incidência política diante dos impactos ambientais que persistem após mais de dez anos do rompimento da barragem.

Uma das principais denúncias do movimento é a exclusão da comunidade do Anexo 3 do acordo judicial de reparação firmado entre a Samarco e órgãos governamentais. O documento reúne a lista de povos indígenas, comunidades quilombolas e povos tradicionais que serão contemplados com aportes financeiros destinados aos auxílios de subsistência.

“Estamos em Brasília para exigir visibilidade e respeito. Não podemos continuar sendo tratados como invisíveis pelo poder público. Parece que somos nós os responsabilizados, e não as empresas envolvidas”, afirma Simone Silva, presidenta da Associação da Comunidade Quilombola de Gesteira (ASQG).

Entre as reivindicações estão a representação no Conselho Federal de Participação e em outros espaços de deliberação sobre políticas de saúde relacionadas ao rompimento da barragem, além da inclusão de Povos e Comunidades Tradicionais no Conselho Municipal de Saúde de Barra Longa (MG). 

A comunidade também denuncia a persistência de rejeitos de mineração no território, com impactos sobre o solo, a produção agrícola e a segurança alimentar, e cobra a realização de monitoramento sistemático da saúde da população, diante de relatos de aumento de doenças dermatológicas e respiratórias, além de casos de câncer. Lideranças ainda alertam para o impacto intergeracional da contaminação, que atinge crianças expostas a metais pesados sem acompanhamento adequado.

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