Ativistas substituem nome da princesa Isabel pelo de Dandara dos Palmares em placas de avenida em Salvador (BA)

Ação que aconteceu no bairro da Barra na madrugada deste sábado (13/5), data da assinatura da abolição da escravatura, questiona protagonismo da luta abolicionista

Ação que aconteceu no bairro da Barra na madrugada deste sábado (13/5), data da assinatura da abolição da escravatura, questiona protagonismo da luta abolicionista

Da Redação
Imagem:
Divulgação

O Brasil foi o ultimo país do ocidente a abolir a escravidão. Em 13 de maio de 1888 a princesa Isabel, filha do imperador Dom Pedro II, assinava a lei áurea, que extinguia formalmente a escravidão no país. “Quando se pensa nesse marco é preciso reforçar a narrativa de que essa conquista se deu a partir de revoltas, movimentos e organizações de resistência negra, como os quilombos. Não foi um gesto de benevolência da coroa portuguesa, além de toda revolta popular foi também resultado da pressão internacional inglesa, que desde 1845 proibia o tráfico negreiro”, explicam Morgana Damásio e Ricardo Caian, responsáveis pela ação. Os ativistas também questionam: “Depois da assinatura, no dia 14, o que restou para o povo negro sem qualquer política pública de reparação?”.

Dandara dos Palmares, que ao lado de Zumbi dos Palmares foi uma das principais lideranças do maior quilombo existente no período da colonização, foi o nome escolhido entre tantas figuras importantes na luta abolicionista para ser homenageada na ação.

Eles explicam que colocar a Princesa Isabel na centralidade do abolicionismo é despolitizar a nossa história. Há alguns anos, citam, o Largo do Tanque foi rebatizado com o nome de Luiz Gama em celebração à memória de outro importante nome da luta abolicionista.

“Esse é o nosso desejo! Que o Brasil deixe de homenagear em espaços públicos personagens históricos ligados à colonização, escravidão e ao massacre dos povos indígenas e valorize os que de fato forjaram a luta por igualdade num país que ainda se sustenta com suor e sangue negro.”

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