Beatriz Nascimento passa a integrar o Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na última terça-feira (31), a lei que incluiu a historiadora e ativista do feminismo negro, Beatriz Nascimento, no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria.

Por Karla Souza

Imagem: Reprodução Documentário Ori

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou na última terça-feira (31), a lei que incluiu a historiadora e ativista do feminismo negro, Beatriz Nascimento, no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria. A justificativa para o feito ressaltou as significativas contribuições de Beatriz para o Brasil e seu engajamento nos movimentos negros e sociais.

O Projeto de Lei 614/2022, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), deu origem a essa legislação. Na Câmara dos Deputados, as deputadas Benedita da Silva (PT-RJ) e Laura Carneiro (PSD-RJ) lideraram a iniciativa de incluir o nome de Beatriz no livro. Essa decisão representa um marco importante na luta pelo reconhecimento das contribuições das mulheres negras à história e cultura do país.

Nomes como o de Antonieta de Barros, Dandara dos Palmares, Laudelina de Campos Melo, Luiza Mahin, Machado de Assis, Maria Filipa e Zumbi dos Palmares também compõem a obra literária sobre heróis e heroínas brasileiros.

Beatriz Nascimento

Uma das pioneiras do movimento feminista negro no Brasil, Beatriz nasceu em Aracaju (SE) em 17 de julho de 1942 e se mudou com sua família para o Rio de Janeiro em 1949. Formou-se em história na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) em 1971 e atuou como professora na rede estadual. Ao longo de sua vida, ela combinou sua militância com sua carreira acadêmica, co-fundando o Grupo de Trabalho André Rebouças na Universidade Federal Fluminense (UFF) e mantendo envolvimento com o Movimento Negro Contra a Discriminação Racial (MNU).

Além disso, Beatriz Nascimento também se dedicou à escrita de poemas e iniciou um curso de mestrado em Comunicação Social na UFRJ. Como pesquisadora, se debruçou na formação de quilombos, resistência cultural negra e racismo no Brasil. 

Sua vida foi interrompida por um feminicida em 1995.  O assassino era companheiro de uma amiga da historiadora, que ela havia aconselhado a terminar o casamento após casos de violência doméstica.

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