Demétrius Oliveira de Macedo espancou a procuradora Gabriela Samadello Monteiro de Barros no local de trabalho

Da Redação

Imagem: Arquivo Pessoal/Polícia Civil

A defesa do procurador Demétrius Oliveira de Macedo, de 34 anos, filmado ao espancar a procuradora-geral de Registro (SP), Gabriela Samadello Monteiro de Barros, de 39, alega que o homem sofre com “problemas de ordem psiquiátrica”. O agressor está preso em um hospital psiquiátrico em Itapecerica da Serra, São Paulo, desde a última quinta-feira (23). 

Segundo a defesa, a condição de saúde mental do procurador afastado era de conhecimento dos colegas de trabalho e que o mesmo teria solicitado exoneração do cargo em 2020. O procurador ainda alegou na delegacia que sofria assédio moral no trabalho.  O delegado Fernando Carvalho Gregório do 1º Distrito Policial (DP) da cidade ouviu o agressor e o liberou em seguida.

A vítima declarou que temia o comportamento do colega de trabalho que era grosseiro com outras funcionárias, mas não imaginou que houvesse uma violência física. ”Foi exposta a minha dignidade. Como mulher, fui desrespeitada, assim como servidora pública.”, afirmou a procuradora-geral ao G1.

O agressor foi ouvido no 1º Distrito Policial (DP) da cidade, confessou o crime e foi liberado. Como justificativa da liberação do suspeito, o delegado Fernando Carvalho Gregório declarou à TV Tribuna, que entendeu que não havia situação de flagrante e que  o registro da ocorrência foi registrado. O homem alegou que sofria assédio moral no trabalho.

Em entrevista ao G1, a procuradora-geral disse que a alegação de assédio moral é uma desculpa e não permitiria que acontecesse tal violência. “De maneira alguma ele sofreu isso. Ele não sofreu assédio moral. Isso daí é um absurdo, é uma desculpa que ele deu, e não tem prova nenhuma disso. E eu nem permitiria”, disse a procuradora.

Gabriela Barros ainda considerou na mesma entrevista o colega como um sociopata. “Não é uma pessoa que tem o desconhecimento daquilo que está fazendo, né? Ele sabia que estava errado. Era um sociopata que estava aqui dentro, na verdade”, afirmou a procuradora que ficou com um olho roxo e outras lesões após as agressões.

Agressor é afastado das atribuições de trabalho

A Prefeitura de Registro confirmou que antes de o procurador Demétrius espancar a chefe e procuradora-geral, ele havia pedido exoneração do cargo e deixado as funções em 25 de novembro de 2020 devido a problemas de relacionamento com as colegas. O procurador chegou a ficar afastado por mais de sete meses quando por decisão da Justiça no dia 28 de junho de 2021 retornou às atividades.

O procurador seguiu em exercício até segunda-feira (20), dia em que agrediu a chefe Gabriela Samadello Monteiro de Barros. Na terça (21), a Prefeitura de Registro determinou no Diário Oficial a suspensão preventiva de Macedo e, na quarta (22), a Justiça decretou a prisão preventiva do procurador, preso no dia seguinte.