Por Késsia Carolaine
Uma grave situação marcou uma sessão recente no Plenário da Câmara dos Deputados, onde a deputada federal Duda Salabert (PDT-MG) foi verbalmente ameaçada por um colega parlamentar da ala bolsonarista. O vídeo do ocorrido, que circulou nas redes sociais, mostra Paulo Bilynskyj (PL-SP) em momento de exaltação, dirigindo palavras claras de ameaça de agressão física contra a deputada.
“Fica quietinha aí, Duda! Fica quietinha, ouve. A minha vontade era de encher de porrada!”, diz. A atitude do parlamentar representa uma séria violação do decoro e das normas de conduta esperadas dentro da Casa Legislativa.
Duda Salabert, que é a primeira deputada federal transexual de Minas Gerais, tem sido alvo frequente de ataques de ódio e ameaças desde o início de sua carreira política, muitas vezes com cunho transfóbico. A reincidência de agressões dirigidas à deputada levanta preocupações sobre a segurança e o respeito à diversidade no ambiente parlamentar. A ameaça ocorreu durante uma sessão conturbada da Câmara, que discutia temas sensíveis e votações de grande repercussão.
O episódio foi duramente criticado por deputados de diversos partidos, além de organizações da sociedade civil que atuam no combate à violência política, especialmente contra mulheres e pessoas LGBTQIA+. Para esses grupos, a fala do parlamentar ultrapassa o debate político e configura intimidação.
O caso deverá ser levado à Mesa Diretora da Câmara dos Deputados e ao Conselho de Ética, que deverá analisar a conduta do parlamentar e determinar se houve quebra de decoro, podendo resultar em sanções disciplinares.


