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Dois  terreiros de candomblé são tombados como patrimônio material cultural da Bahia

O Omo Ilê Agboulá e o Ilê Asé Kalè Bokùn passam a integrar a lista de bens tombados, em reconhecimento à relevância histórica, arquitetônica, cultural e religiosa 
Imagem: Fernando Barbosa/IPAC

Por Patrícia Rosa*

Dois terreiros baianos, o Omo Ilê Agboulá, localizado na Ilha de Itaparica, e o Ilê Asé Kalé Bokún, no bairro de Plataforma, em Salvador (BA), foram tombados como Patrimônio Cultural Material da Bahia. O decreto foi publicado no Diário Oficial do Estado no dia 23 de julho. A inclusão na lista de bens tombados reconhece o valor histórico, arquitetônico e cultural e garante a preservação dos espaços.

O Omo Ilê Agboulá foi fundado em 1934 por Eduardo Daniel de Paula e é referência do culto aos egúngun. Em 2015, foi reconhecido como Patrimônio Cultural do Brasil pelo IPHAN. O Ilê tem como lideranças Balbino Daniel de Paula, Alàgbà Manoel Bispo Alves Neto e o Otun Alàgbà Rosivaldo dos Santos Daniel. A casa fica localizada no Alto da Bela Vista, na Ilha de Itaparica (BA).

Nas redes sociais, a casa celebrou a conquista histórica como um reconhecimento institucional de uma trajetória construída ao longo de quase dois séculos de tradição e resistência.

“O Ilẹ Agboulá, Casa Matriz do Culto aos Egungun no Brasil, chega a este momento porque uma comunidade inteira recusou o esquecimento. Geração após geração, manteve viva a ancestralidade, preservou seus ritos, fortaleceu sua filosofia e fez da coletividade o fundamento da sua existência.”

Fundado em 1933, o Ilê Asé Kalè Bokùn é o primeiro terreiro da nação ijexá tombado no Brasil. Fundado pelo babalorixá Severiano Santana Porto, é o único terreiro da nação em funcionamento contínuo desde sua fundação. Em 2019, a casa foi reconhecida como Patrimônio Cultural de Salvador. Também foi tombada como Patrimônio Material do Estado da Bahia pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (IPAC), em 2006.

No último dia 17 de julho, o Estado também oficializou o Terreiro Ilê Axé Onirê, da nação Ketu, localizado em Santo Amaro, como Patrimônio Cultural da Bahia.

*Com informações do Portal A Tarde

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