Texto: Divulgação
A organização Legisla Brasil acaba de lançar um questionário direcionado às equipes de 347 deputados e senadores brasileiros. A ferramenta de autoavaliação possibilita que os gabinetes possam identificar e monitorar seu grau de maturidade em relação a práticas de equidade e representatividade em raça e gênero.
Composto por 15 perguntas, o formulário é dividido em três eixos: compromissos e estruturas de equidade; representatividade e dinâmicas internas; e cultura política e responsabilidade pública. Para cada item, deve ser atribuído um valor de 0 a 5, conforme o nível de implementação. Ao final das respostas, de acordo com a pontuação alcançada, a equipe recebe uma classificação entre “iniciante”, “em implementação”, “consolidação” e “referência”.
Além do questionário, os gabinetes receberam um manual com recomendações práticas para melhorias em cada uma das três dimensões avaliadas. As medidas sugeridas incluem revisar a distribuição das funções técnicas e estratégicas, identificando se há concentração sistemática de determinados perfis; promover formações sobre desigualdades de gênero ou sobre o impacto racial de políticas públicas; e formalizar trilhas de crescimento com oportunidades reais de progressão interna.
A ferramenta foi criada a partir dos resultados da pesquisa “A trajetória de assessores negros no Congresso: acesso, desafios e estratégias de permanência”, lançada pela organização em setembro de 2025. “Queremos apoiar todos os mandatos parlamentares a fortalecer suas estruturas internas. Avaliando sua própria cultura, as equipes podem melhorar a governança, reduzir riscos institucionais e se tornar mais produtivas”, diz Fernando Haddad Moura, diretor executivo da Legisla Brasil.
O “Guia de boas práticas para um legislativo antirracista”, que deriva da mesma pesquisa, também está disponível para acesso livre e gratuito no site da Legisla Brasil. O documento reúne sugestões para mandatos parlamentares e indicações para casas legislativas, partidos políticos e a sociedade civil.


