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“Lista suja” do trabalho escravo é atualizada e inclui a montadora de carros BYD e o cantor Amado Batista 

Divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego, o cadastro traz 613 nomes de pessoas físicas e jurídicas; A lista é atualizado nos meses de abril e outubro de cada ano
“Lista suja” do trabalho escravo é atualizada e inclui a montadora de carros BYD e o cantor Amado Batista
Imagem: Reprodução / Instagram / Governo da Bahia

Por Patrícia Rosa*

Foi atualizada a “lista suja” do trabalho escravo no Brasil. Entre os 613 registros, aparecem os nomes da montadora de carros chinesa BYD e do cantor Amado Batista. A lista foi divulgada na última segunda-feira (06), pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).

A “lista suja” é um cadastro de empregadores que submetem trabalhadores a condições análogas à escravidão. Atualizada nos meses de abril e outubro de cada ano, ela tem o objetivo de dar transparência aos resultados das ações fiscais de combate a casos de exploração no Brasil. Ao longo de 2025, o MTE registrou 2.772 resgates de trabalhadores em 1.594 ações fiscais realizadas no país.

BYD fiscalizada por trabalho análogo à escravidão e tráfico de pessoas

O Ministério Público do Trabalho (MPT) ingressou, em maio de 2025, com uma ação civil pública contra a montadora de automóveis Build Your Dreams (BYD) e duas empreiteiras chinesas, que prestavam serviços exclusivos para a empresa. A montadora está localizada na cidade de Camaçari (BA). 

No dia 23 de dezembro de 2024, 220 trabalhadores chineses, vítimas de tráfico internacional de pessoas, foram encontrados em situação análoga à escravidão. As pessoas resgatadas trabalhavam em situações degradantes, em alojamentos sem condições de conforto e higiene, com presença de vigilância armada, retenção de passaportes, jornadas exaustivas e sem descanso semanal.

“Alguns operários dormiam em camas sem colchões e tinham seus pertences pessoais misturados com materiais de alimentação. Havia poucos banheiros, que não eram separados por sexo. Em um dos alojamentos, foi identificado apenas um sanitário para uso de 31 pessoas.”, afirmou o MPT em nota. 

A Revista Afirmativa entrou em contato com a montadora para os devidos pronunciamentos. Até o momento da publicação desta matéria, não houve retorno das devidas apurações sobre o caso.

Caso Amado Batista

Amado Batista, de 75 anos, foi autuado em 2024, referente a duas propriedades, o Sítio Esperança e o Sítio Recanto da Mata, ambos localizados na cidade de Goianápolis (GO). Segundo informações do MPT, publicadas pelo Portal G1, os trabalhadores eram expostos a condições precárias de trabalho, sem direitos básicos de habitação, com falta de camas e sem espaço para higiene pessoal.

“Não eram fornecidas roupas de cama e nem disponibilizados armários individuais para guarda de objetos pessoais; as condições de higiene do local eram precárias, sendo que sequer havia local para se tomar refeições, com mesas e cadeiras”, afirmou o MPT, por meio de nota enviada ao Portal G1.

De acordo com a assessoria do cantor, uma fiscalização aconteceu em uma fazenda “arrendada” para o plantio de milho, na qual foram identificadas irregularidades na contratação de quatro colaboradores, que, segundo a assessoria, eram empregados de uma empresa terceirizada para fazer a abertura da área de plantio.

“O fato ocorreu em 2024; Foi assinado um TAC [Termo de Ajuste de Conduta] com o MPT, no qual todas as obrigações dos colaboradores foram integralmente pagas e quitadas. Outrossim, já estão sendo tomadas todas as providências administrativas para o encerramento de todo e qualquer procedimento de autuação”, afirmou a assessoria em nota.

Como denunciar

As denúncias de trabalho escravo podem ser registradas de forma anônima no Sistema Ipê, plataforma digital criada pela Subsecretaria de Inspeção do Trabalho (SIT). Outras ferramentas de denúncia são o aplicativo Pardal, do MPT, o Disque 100 e o aplicativo Direitos Humanos BR.

*Com informações do Portal G1

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