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Nova falha de segurança no sistema Smart Sampa expõe dados sigilosos de 17 mil câmeras de monitoramento da capital paulista

É a segunda vez, em menos de um mês, que o Uol denuncia o vazamento de informações e links que dão acesso aos equipamentos do sistema; Em 20 de outubro, o veículo divulgou a exposição de registros de 58 mil câmeras.
Imagem: Rovena Rosa / Agência Brasil

Por Jamile Novaes*

Uma falha de segurança do programa de monitoramento e reconhecimento facial Smart Sampa levou ao vazamento de dados sigilosos de 17 mil câmeras instaladas em locais privados, incluindo condomínios e residências de autoridades e políticos. De acordo com reportagem do Uol, durante cinco dias, foi possível acessar câmeras hospedadas na Monuv, empresa que presta serviço de hospedagem em nuvem para câmeras de segurança da cidade de São Paulo (SP).

É a segunda vez, em menos de um mês, que o Uol denuncia a exposição de dados relacionados ao sistema de monitoramento. No último dia 20 de outubro, o veículo publicou uma reportagem sobre o vazamento de senhas que davam acesso a 58 mil câmeras da capital paulista. Segundo o veículo, os dados teriam ficado expostos por 11 meses, permitindo acesso às imagens de equipamentos instalados em ruas, escolas, creches e hospitais da cidade.

Já o novo vazamento permitiu que o Uol acessasse o sistema sem a necessidade de informar senhas ou qualquer tipo de confirmação de segurança. A falha permitiu acessar câmeras instaladas nas ruas das casas do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes e dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer.

A prefeitura de São Paulo afirmou em nota que adotará medidas legais e administrativas cabíveis para apurar o novo episódio, mas negou que os dados estivessem públicos na internet ou que tenha havido qualquer ataque ao sistema. A administração municipal classificou a falha de segurança como um “ato criminoso de vazamento de dados sigilosos e confidenciais”.

Sobre o primeiro episódio denunciado pelo Uol em outubro, a gestão municipal atribuiu o envio dos links que dava acesso às câmeras do sistema a um agente de segurança e informou que o responsável já teria sido afastado do cargo.

Com um custo mensal de aproximadamente R$ 10 milhões, o Smart Sampa, em operação há dois anos, tem sido alvo de críticas, especialmente pelos erros no reconhecimento facial de pessoas negras, que já resultaram em abordagens policiais e prisões indevidas. Em um dos casos, um homem foi conduzido a delegacias quatro vezes em um período de sete meses após ser confundido com um suspeito de cometer um homicídio em Mato Grosso.

*Com informações de Uol e G1

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