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PMs envolvidos na perseguição que deixou médica morta no RJ são afastados das atividades externas da corporação

Ministério da Igualdade Racial e Alerj cobram respostas sobre as circunstâncias e investigações da morte de Andrea Marins Dias
Imagem: Reprodução / Redes sociais

Por Jamile Novaes

Os policiais militares envolvidos na perseguição que deixou uma médica morta no Rio de Janeiro (RJ) foram afastados das atividades externas da corporação na última segunda-feira (16). Um Procedimento Administrativo Disciplinar (PAD) foi instaurado pela Polícia Militar (PM) para apurar a conduta dos agentes.

A morte de Andrea Marins Dias, de 61 anos, é investigada pela Delegacia de Homicídios da Capital. Uma perícia foi realizada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e o laudo deverá identificar a origem dos tiros que vitimaram a médica.

Através de ofício enviado ao governo e à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, o Ministério da Igualdade Racial (MIR) cobrou informações sobre a abertura de investigação pela Corregedoria da PM ou comunicação formal do caso ao Ministério Público (MP). O órgão também questionou se as câmeras corporais individuais foram utilizadas durante a ação e se as imagens já foram enviadas às autoridades.

Também por meio de ofício, a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) se dirigiu ao Comandante-Geral e ao Corregedor-Geral da PM para apurar se o protocolo de abordagem foi seguido e entender qual a justificativa para os disparos antes da identificação da médica. O ofício solicita ainda informações sobre histórico dos policiais em casos semelhantes.

Sobre o caso

Andrea Marins Dias foi baleada e morta durante uma ação policial em Cascadura, na Zona Norte do Rio de Janeiro, no último domingo (15). Segundo a PM, agentes do 9º BPM realizavam perseguição a suspeitos de assaltos em um carro branco, que teriam ignorado a abordagem e atirado contra os policiais, dando início a uma troca de tiros.

Após os disparos, os agentes abordaram um T-Cross branco, onde Andrea estava sozinha, já morta, com uma perfuração por arma de fogo. Médica oncologista, mastologista e ginecologista, com mais de 28 anos de experiência, ela voltava da casa dos pais no momento em que foi atingida.

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