Por Patrícia Rosa
O cabo da Polícia Militar Luiz Gustavo Xavier está sendo investigado pelo assassinato a tiros de um casal de mulheres nesta quinta-feira (08), no bairro Cruzeiro do Sul, no município de Cariacica (ES). Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que uma viatura para em frente à casa onde as mulheres estavam. Os agentes se aproximam do casal e o cabo efetua os disparos. Uma das vítimas morreu no local, a outra foi socorrida pelo SAMU, mas morreu no hospital.
As mulheres eram casadas e foram identificadas como Francisca Chaguiana Dias Viana e Daniele Toneto Rocha. De acordo com informações da Polícia Militar, o agente pediu apoio de uma guarnição para intervir em uma ocorrência. Segundo relatos de testemunhas, o conflito teria começado a partir de um desentendimento familiar que envolve a ex-esposa do militar e as vítimas, que eram vizinhas.
Por meio de coletiva de imprensa, o coronel Ríodo Rubim, comandante-geral da Polícia Militar, afirmou que o autor dos disparos colocou a arma no chão e se entregou. Ele foi preso em flagrante pelos colegas que estavam no local. A Corregedoria da Polícia Militar ouviu o policial e está responsável pelas investigações. Paralelamente, será instaurado o Inquérito Policial Militar (IPM).
O policial já respondia pela morte de uma mulher trans
Este não é o primeiro crime envolvendo o Luiz Gustavo Xavier. Em 2022, ele teria atirado contra uma mulher trans conhecida como Lara Croft, no mesmo município. Durante a coletiva de imprensa, o comandante falou sobre o crime cometido pelo agente, referindo-se à vítima no gênero masculino, como “cidadão”, desrespeitando sua identidade de gênero. Ele alegou que Lara teria partido para cima dos policiais com uma gilete, e os policiais efetuaram os disparos que mataram a jovem.
Respondendo por esse crime desde então, o cabo passou a atuar apenas em atividades internas, como guarda de quartel, afastado das atividades de rua. De modo que teria cometido uma irregularidade ao sair do posto, abordar e matar mais duas vítimas.
“Abandonar o posto já é um crime. Agora será apurado se ele recebeu autorização para sair ou não, se pegou viatura, se pediu apoio”, afirmou o coronel Ríodo Rubim.
Questionado, o Tribunal de Justiça do Espírito Santo informou que ainda não há informações sobre a audiência de custódia referente à morte das duas mulheres.


