Texto: Divulgação
Com o objetivo de compreender de que forma o Fenômeno do Impostor se expressa nas vivências das pessoas negras, a pesquisa intitulada “Como é viver sua rotina sendo uma pessoa negra no Brasil?” propõe uma análise das experiências de autossabotagem, questionamento de mérito e insegurança intelectual em contextos acadêmicos e profissionais.
O estudo desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal da Paraíba (UFP) e da Universidade de Lisboa, é de caráter quantitativo. As informações são coletadas através de um formulário online, que pode ser respondido por pessoas negras (pretas e pardas) maiores de 18 anos, residentes em qualquer parte do território brasileiro. O objetivo é coletar respostas de, no mínimo, 500 participantes.
A participação é anônima, confidencial e leva cerca de oito minutos. A pesquisa segue as diretrizes éticas do Conselho Nacional de Saúde e foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP).
A pesquisa se orienta por uma perspectiva socialmente situada, buscando superar abordagens tradicionais que tendem a individualizar o impostorismo e a desconsiderar os marcadores sociais que estruturam oportunidades, reconhecimento e pertencimento. Nesse sentido, o estudo considera as relações entre o fenômeno e o racismo estrutural, interpessoal e institucional.
A partir dos resultados da coleta de informações, os pesquisadores irão desenvolver um documento com a análise da pesquisa e um projeto de intervenção em ambientes laborais/institucionais, com a finalidade de contribuir para a promoção da saúde mental e a redução de experiências de autodúvida e desvalorização associadas ao fenômeno.
Além disso, a pesquisa prevê a adaptação e validação, no contexto brasileiro, da Escala do Fenômeno do Impostor Racializado (EFIR), de forma a contribuir com a produção de referências mais sensíveis às desigualdades raciais no campo da saúde mental.



