Texto: Divulgação
Com o tema “Seguimos em Marcha por Reparação e Bem Viver”, a 14ª edição do Julho das Pretas está com chamada aberta para inscrições de atividades até o dia 10 de junho. Podem ser inscritas rodas de conversa, festivais, exposições, ciclos de formação política, seminários, marchas, ações culturais, encontros comunitários e outras iniciativas alinhadas ao tema da edição e aos princípios da luta contra o racismo patriarcal.
Serão aceitas para compor a agenda coletiva atividades propostas por organizações e coletivos de mulheres negras, movimentos negros, instituições de ensino, grupos de pesquisa, associações trabalhistas, grupos de empreendedoras negras, empreendedoras negras individuais, professoras, estudantes e ativistas. Propostas de autarquias, partidos políticos e empresas privadas não serão consideradas. As inscrições podem ser realizadas através do formulário disponível aqui.
Organizado pela Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB), pela Rede de Mulheres Negras do Nordeste e pela Rede Fulanas – Negras da Amazônia Brasileira, o Julho das Pretas, foi criado em 2013 pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, como uma ação de incidência política inspirada no Dia Internacional da Mulher Negra Afro-Latino-Americana e Caribenha, celebrado em 25 de julho.
A 14ª edição do Julho das Pretas é construída coletivamente por movimentos, organizações, coletivos, escolas, meninas e mulheres negras de diferentes territórios, o tema reafirma a continuidade de uma luta histórica por justiça racial e gênero.
A escolha do tema também faz referência à Marcha de Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, realizada em 25 de novembro de 2025, que reuniu mais de 300 mil mulheres de 40 países, em Brasília (DF). A mobilização marcou um momento histórico de afirmação da força política das mulheres negras e ampliou a dimensão internacional dessa agenda, fortalecendo alianças entre mulheres negras brasileiras, afro-latino-americanas, caribenhas, africanas e da Diáspora.
“Reparação e Bem Viver expressam um projeto político tecido a partir das experiências, memórias, resistências e saberes das mulheres negras, que há séculos enfrentam os efeitos do racismo, do patriarcado, do colonialismo, da exploração econômica e da negação de direitos”, comenta Naiara Leite, coordenadora executiva do Odara – Instituto da Mulher Negra, e membra da coordenação da Rede de Mulheres Negras do Nordeste.
Em 2026, no contexto pós Marcha, o Julho das Pretas assume uma escala ainda mais global, com a perspectiva de que mais mulheres negras de outros países participem de forma ativa da agenda, propondo atividades, compartilhando experiências, fortalecendo redes transnacionais e ampliando o debate sobre Reparação e Bem Viver para além das fronteiras brasileiras.


