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Justiça decreta prisão de argentino investigado por injúria racial na Bahia, após o suspeito deixar o Brasil

Sebastián Fernando Ayala é investigado por injúria racial após fazer gestos racistas contra um homem negro enquanto acompanhava a semifinal da Copa do Mundo
Imagem: Reprodução Redes Sociais

Por Patrícia Rosa*

O argentino identificado como Sebastián Fernando Ayala, de 38 anos, está foragido após ter a prisão preventiva decretada no último sábado (18). Ele é investigado por injúria racial, após fazer gestos racistas, imitando um macaco, em direção a um homem negro, na última quarta-feira (15). O episódio aconteceu enquanto acompanhavam a partida entre Argentina e Inglaterra, na semifinal da Copa do Mundo, em um restaurante de Morro de São Paulo, localizado no município de Cairu (BA).

De acordo com informações da Polícia Civil, as apurações apontam que, após a repercussão do caso, o suspeito fugiu do país, embarcando de volta para a Argentina. Na decisão do juiz de direito plantonista, Marcelo Lagrota, o caso foi definido como “violação à dignidade da pessoa humana”.

A corporação ainda destacou que, após o registro da ordem judicial no Banco Nacional de Mandados de Prisão (BNMP), a Polícia Civil comunicará à Diretoria de Cooperação Internacional da Polícia Federal para a adoção das medidas cabíveis, inclusive no âmbito da cooperação jurídica internacional.

Imagens da câmera de segurança do Aeroporto de Salvador registraram o momento da fuga do homem, na última quinta-feira (16). De acordo com informações do Portal G1, Sebastián voltaria para Buenos Aires apenas no domingo (19), mas antecipou a viagem.

Dados da Federação Internacional de Futebol (FIFA) que analisaram seis milhões de publicações nas redes sociais durante a Copa do Mundo 2026, identificaram 89 mil mensagens consideradas abusivas, 11% delas contendo teor racista. Os números são referentes à fase de grupos e foram reunidos pelo balanço do Social Media Protection Service (SMPS), e publicados no último dia 1º de julho. No mesmo período da Copa de 2022, o número de publicações era 33% menor. 

*Com informações do Portal G1

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