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AMNB lança manifesto para reafirmar o Pacto do Bem Viver nas eleições de 2026

Documento da Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras defende participação política de mulheres negras e reparação das desigualdades históricas
Imagem: Lissandra Pedreira

Texto: Divulgação

A Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) lança, na próxima quarta (26), o “Manifesto Político das Mulheres Negras do Brasil: O Pacto do Bem Viver e as Eleições 2026”. O documento será apresentado durante uma agenda de incidência política da organização em Brasília (DF), que reúne ativistas e parlamentares negras. 

O conteúdo completo do Manifesto Político será disponibilizado no site da AMNB após o lançamento, que ocorre a partir das 9h, no Hotel Ramada By Wyndham.

Construído a partir das discussões e formulações políticas dos movimentos de mulheres negras, especialmente no processo de articulação da Marcha Global das Mulheres Negras por Reparação e Bem Viver, realizada em 2025, o manifesto propõe uma perspectiva de organização política baseada no Bem Viver. A proposta coloca a vida, o cuidado e a justiça social como referências para a formulação de políticas e para as decisões institucionais.

O documento também aborda a dívida histórica, econômica e política do Estado brasileiro com a população negra. Entre as reivindicações apresentadas estão a reparação das desigualdades produzidas ao longo da história e a ampliação da participação política das mulheres negras, tanto nos espaços institucionais quanto nas instâncias de participação social.

Para a AMNB, a presença das mulheres negras como eleitoras, cidadãs, lideranças e decisoras é fundamental para a construção de políticas públicas capazes de responder às desigualdades existentes no país.

“Colocar as mulheres negras no centro do processo político, na qualidade de eleitoras, cidadãs, lideranças e decisoras nas instâncias de participação social, é precondição para a formulação de políticas públicas efetivas, no horizonte plural de todas as reparações necessárias e urgentes”, afirma Janira Sodré, coordenadora executiva da AMNB.

Segundo Sodré, o manifesto parte das experiências construídas historicamente pelas mulheres negras para apresentar outras possibilidades de organização da vida social e política. Para ela, a incidência política coletiva fortalece a participação desse grupo na disputa por mudanças nas estruturas que sustentam desigualdades e opressões.

A publicação do manifesto integra uma agenda mais ampla de mobilização da AMNB em Brasília. Nos dias 25 e 26 de agosto, ativistas das organizações que compõem a articulação participam de reuniões internas voltadas ao planejamento executivo e estratégico da organização.

Na quinta (27) e na sexta (28), representantes das organizações da AMNB participam do Seminário Nacional “20 anos da Lei Maria da Penha: Mulheres Negras Construindo Caminhos para o Enfrentamento às Violências”, promovido pelo Ministério das Mulheres em parceria com o Ministério da Igualdade Racial.

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