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Em áudios, mulher relata como torturou trabalhadora doméstica grávida no Maranhão

A agressora admite que teve ajuda de um homem armado para coagir a vítima; Uma viatura chegou a flagrar a situação, mas não conduziu a suspeita até uma delegacia
Em áudios, mulher relata como torturou trabalhadora doméstica grávida no Maranhão
Imagem: Reprodução/TV Mirante

Por Patrícia Rosa*

Uma jovem trabalhadora doméstica, de 19 anos, grávida de 5 meses, foi torturada pela patroa, a empresária Carolina Sthela Ferreira dos Anjos, na cidade de Paço de Lumiar (MA). As agressões aconteceram no último dia 17 de abril, quando a mulher teria acusado a funcionária pelo roubo de jóias. 

A vítima, que não teve o nome revelado, trabalhava temporariamente na casa de Carolina para comprar o enxoval do bebê. A TV Mirante, afiliada da Rede Globo, divulgou nesta segunda-feira (5), áudios nos quais a patroa relata como realizou as agressões, junto a um homem armado.

“Quase uma hora essa menina no massacre, e tapa e murro e pisava nos dedos. Tudo que vocês imaginarem de doidice, era eu e ele fazendo”, conta Carolina em parte do áudio.

Em um relato marcado por muita violência, a agressora descreve que colocaram a arma na boca da vítima, a seguraram pelos cabelos e a coagiram a procurar um anel. “Botou ela de joelho, puxou a bicha e botou na boca dela. ‘Eu acho bom você entregar logo esse anel’. Aí, onde ele ia apontando, botava a cabeça dela para ver se estava.”

Após uma longa hora de tortura, o anel foi encontrado em um cesto de roupas sujas no banheiro da casa. A vítima ainda relatou à reportagem da TV Mirante que durante todo o tempo das agressões, ela protegia a barriga, para não atingir o seu bebê, “mas o restante do corpo ficou todo marcado”.

Policiais que atenderam ocorrência não conduziram suspeita à delegacia

Em outro momento do áudio, a mulher relata que uma viatura que passava pelo local teria ido até a sua casa e flagrado a situação. No entanto, como um dos agentes era conhecido da suspeita, eles não a levaram para a delegacia. Os quatro agentes envolvidos na abordagem foram afastados das funções, de acordo com a Polícia Civil do Maranhão.

“Aí eu expliquei para ele o que tinha acontecido. Aí ele disse: ‘Carol, se não fosse eu, eu teria que te conduzir para a delegacia, porque ela está cheia de hematomas’. Aí eu disse: ‘era para ter ficado era mais, não era para ter saído viva’”, afirmou a agressora.

Até o momento, Carolina segue em liberdade. O caso está sob investigação da  21ª Delegacia de Polícia Civil do Araçagy. 

*Com informações do Portal G1 e da TV Mirante.

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