Por Luana Miranda
A intelectual e ativista, Raimunda Nilma de Melo Bentes, recebeu o título de Doutora Honoris Causa pela Universidade Federal do Pará (UFPA), na última segunda-feira (01). A honraria, aprovada pelo Conselho Universitário, reconhece o trabalho da ativista na defesa dos direitos humanos, por meio do enfrentamento ao racismo e na promoção da justiça social no Brasil, em especial na Amazônia.
Popularmente conhecida como Nilma Bentes, a intelectual nasceu em Belém (PA) e se graduou em Engenharia Agronômica. Foi uma das pessoas responsáveis por fundar o Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), em 1980. Em 2008, participou da idealização da Rede Fulanas – Negras da Amazônia Brasileira. A ativista é também escritora, sendo uma das autoras a participar do livro “Vozes insurgentes de mulheres negras: do século XVIII à primeira década do século XXI”.
Com uma irreverência singular, a intelectual foi a principal impulsionadora da realização da primeira Marcha de Mulheres Negras, realizada no dia 25 de novembro de 2015, que reuniu mais de 50 mil mulheres. Foi através de Nilma Bentes que o conceito de Bem Viver passou a ocupar lugar central na luta do movimento de mulheres negras. A ativista se tornou uma referência para todos que buscam o fim das formas de violência e opressão.
O título de Doutor Honoris Causa (em latim “por causa de honra”) é a mais alta distinção universitária, atribuída a pessoas que tiveram uma importante atuação na transformação social no seu país e/ou na humanidade.


