Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Em visita ao Brasil, relatora especial da ONU participa de eventos anti-trans no país

Reem Alsalem tem viajado por diversos países contestando as políticas de autoafirmação de pessoas trans
Imagem: MDHC

Por Matheus Souza

A relatora especial da ONU sobre violência contra mulheres e meninas, Reem Alsalem, que está em visita ao Brasil durante o mês de março, tem provocado controvérsia ao utilizar sua passagem pelo país para reforçar críticas a políticas de reconhecimento de identidade de gênero e inclusão de pessoas trans.

Entre os eventos do qual fez parte, a consultora participou de um encontro organizado em São Paulo, no dia 5 de março, organizado pela Matria (Mulheres Associadas, Mães e Trabalhadoras do Brasil), grupo feminista radical que defende posições transfóbicas, e ainda integra uma frente que tenta criar uma vertente do movimento LGBT que exclua pessoas trans

Logo depois, no mesmo dia, ela esteve em uma reunião da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado, presidida pela senadora Damares Alves (Republicanos-DF), ex-ministra do governo Jair Bolsonaro (PL).  

A relatora tem visitado diferentes países nos últimos anos, geralmente participando de encontros e debates onde defende posições arbitrárias a respeito de pessoas trans e identidade de gênero.  Em 2023, por exemplo, durante o debate sobre uma proposta de lei que visava simplificar radicalmente a alteração do gênero legal na Escócia, Reem afirmou que o reconhecimento legal de gênero “não implica um direito à auto identificação de gênero sem regulação”.

Em entrevista concedida ao Poder360, a relatora afirmou defender que qualquer pessoa tenha o direito de se identificar com um gênero diferente do que nasceu, mas diz ser preciso ter critérios objetivos para isso. Para ela, a autoafirmação seria um obstáculo para que programas e iniciativas desenvolvidos para proteger mulheres e meninas em situações de violência ou vulnerabilidade social sejam realmente efetivas.

Enquanto isso, o Brasil se mantém como o país que mais mata pessoas trans no mundo, ocupando o topo desse ranking por 18 anos consecutivos. De acordo o Dossiê “Assassinatos e violências contra transexuais e travestis no Brasil em 2025”, publicado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) em janeiro, foram 80 assassinatos registrados apenas no último ano, 96% deles contra mulheres trans e travestis – os chamados transfeminicídios. O documento evidencia que avaliar o contexto da violência de gênero no Brasil demanda uma atenção especial às condições políticas e sociais vivenciadas pela comunidade trans.

Compartilhar:

.

.
.
.
.

plugins premium WordPress