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Principais candidatos negros ligados ao bolsonarismo ficam de fora das cadeiras disputadas pelo PL em 2026

Hélio Bolsonaro e Negona do Bolsonaro perderam as disputas em Roraima e no Rio de Janeiro, respectivamente, enquanto o partido ampliou sua presença em Brasília (DF)
Imagens: Câmara de Deputados e TSE

Por Luana Miranda

Os partidos de extrema direita ganharam força na política brasileira nos últimos anos. E, no primeiro turno das eleições de 2026, não foi diferente. Ao final da apuração no domingo (4), o Partido Liberal (PL) havia elegido 121 deputados e 19 senadores. Contudo, os principais candidatos negros ligados ao partido não obtiveram êxito: Hélio Lopes, conhecido como Hélio Bolsonaro, e Vanessa Silva, chamada de Negona do Bolsonaro, perderam na disputa ao pleito.

Hélio Lopes disputou uma vaga ao Senado pelo estado de Roraima. O candidato recebeu 79.038 votos e se classificou em quinto lugar. Apesar de receber apoio da família Bolsonaro durante a campanha, Hélio foi proibido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Roraima (TRE-RR) de usar o sobrenome da família que disputa a presidência. Deputado federal eleito em 2018 como o mais bem votado do estado do Rio de Janeiro e reeleito em 2022, Hélio decidiu concorrer ao Senado pelo estado da Região Norte, onde não foi abraçado pelas lideranças locais. 

Algo similar aconteceu com Vanessa Silva, também candidata pelo PL. Conhecida nas redes sociais como Negona do Bolsonaro, ela ganhou visibilidade por propagar mensagens de Bolsonaro e participar dos eventos ligados à agenda bolsonarista.  A candidata foi proibida pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) de utilizar o sobrenome da família nas urnas e se classificou como suplente, recebendo apenas 6.306 votos. Há pouco mais de um mês, no dia 4 de setembro, Vanessa publicou um vídeo alegando que estava sendo impedida de entrar na sede do PL no estado do Rio de Janeiro e chegou a afirmar que foi “tratada como um bolo de merda”.

O avanço da extrema direita no Brasil e no mundo tem se tornado palpável a cada eleição, e raça é um elemento que não pode ficar fora dessa equação. De acordo com a pesquisa do DataSenado “Panorama Político 2024 – Posicionamento político do brasileiro”, entre os brasileiros que se declararam das raças branca ou amarela ouvidos pela pesquisa, 32% se consideravam com o posicionamento político de direita. Esse foi o maior percentual em comparação com as demais raças (negros e indígenas). 


* Com informações retiradas do TSE e dos portais Notícia Preta e O Globo

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