Por Luana Miranda
As imagens do prédio da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) em chamas tomaram as redes sociais e a imprensa na noite da quarta-feira (07). O incêndio começou por volta das 20h, em um edifício localizado na Cidade Universitária, na Zona Oeste do Recife (PE). O fogo foi controlado na madrugada desta quinta-feira e não houve vítimas. A causa ainda não foi identificada, mas será investigada pela Polícia Federal. É o terceiro episódio de incêndio registrado na instituição na última semana.
O incêndio ocorreu um dia após uma manifestação realizada por estudantes da UFPE em apoio ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), na disputa pelo segundo turno das eleições presidenciais. Em prints que circularam nas redes sociais, estudantes e pesquisadores da instituição são ameaçados por mensagens supostamente enviadas por apoiadores do candidato Flávio Bolsonaro (PL). Nas ameaças, um possível ataque às instalações da universidade é mencionado.

A estrutura atingida pelo incêndio abriga o Núcleo de Pesquisa em Inovação Terapêutica, uma ala composta por laboratórios de fármacos, informática e genética, com equipamentos de pesquisa e amostras de estudos de grande relevância para o campo da saúde. Em entrevista a uma emissora afiliada à Globo em Pernambuco, Alfredo Gomes, reitor da UFPE, afirmou que o incêndio causou a perda de 20 anos de pesquisas científicas, além de um prejuízo material estimado em R$ 100 milhões.
Os episódios de incêndio começaram ainda no dia 30 de setembro, no laboratório do Departamento de Física. No domingo (04), dia do primeiro turno das eleições, outro incêndio ocorreu, dessa vez no Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências. Esses dois ocorreram em escalas bem menores que o da última quarta-feira.


