Terreiro de Cachoeira (BA), Ilê Axé Icimimó Aganjú Didê, é tombado como patrimônio cultural brasileiro pelo Iphan

Em 2014, o espaço foi tombado como Patrimônio Imaterial da Bahia

Em 2014, o espaço foi tombado como Patrimônio Imaterial da Bahia

Por Karla Souza

Imagem: Reprodução Redes Sociais

Na 103ª Reunião do Conselho Consultivo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), realizada em Brasília (DF) no último dia 29, o Terreiro Ilê Axé Icimimó Aganjú Didê, localizado no município de Cachoeira (BA), foi oficialmente tombado como Patrimônio Cultural Brasileiro. Essa distinção acrescenta-se ao já existente tombamento como Patrimônio Imaterial da Bahia, realizado em 2014.

Fundado em 1916 por Judith Ferreira do Sacramento, iniciada por João da Lama, o terreiro é situado em um platô na localidade da Terra Vermelha. Como Casa de Santo da Nação Nagô, se consolida um símbolo de resistência ao racismo religioso em um momento crucial da história de Cachoeira. 

O Orixá Xangô é reverenciado como patrono deste espaço sagrado, onde as festividades ritualísticas têm lugar nos meses de julho, agosto, setembro e dezembro.

Nas redes sociais, a prefeita de Cachoeira Eliana Gonzaga ressaltou o papel vital do Recôncavo Baiano como guardião da cultura de matriz africana no Brasil. “O Ilê Axé Icimimó Aganjú Didê é um refúgio da alma, um farol de luz, um ponto de encontro entre o passado, o presente e o futuro. É um testemunho vivo da nossa resistência contra a intolerância religiosa, contra os ataques à nossa cultura.”

O tombamento do terreiro não apenas protege sua estrutura física, mas também celebra sua importância como espaço de resistência e expressão da diversidade cultural.

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