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Tiroteios em operações policiais crescem 9% em Salvador (BA) e Região Metropolitana em 2026

Dados do Instituto Fogo Cruzado apontam 261 ocorrências entre janeiro e maio, com 10 adolescentes e duas crianças atingidas
Tiroteios em operações policiais crescem 9% em Salvador (BA) e Região Metropolitana em 2026
Imagem: Ascom/PCBA

Por Patrícia Rosa

Entre 1º de janeiro e 5 de maio de 2026, Salvador (BA) e Região Metropolitana registraram 261 ocorrências de tiroteios em operações policiais. Neste período, 10 adolescentes foram baleados e nove deles morreram. Entre crianças, foram duas vítimas; uma delas não resistiu e veio a óbito. Os dados são do levantamento do Instituto Fogo Cruzado, que aponta um aumento de 9% no número de tiroteios, em comparação ao mesmo período de 2025, quando foram contabilizadas 240 ocorrências.

Até o início deste mês, 229 pessoas foram baleadas, 182 mortas e 47 feridas. No mesmo período de 2025, 233 pessoas foram atingidas e 209 mortes foram registradas. Apesar da redução no número de mortos, Salvador aparece, por mais um ano, como a cidade com maior número de operações policiais da região, com 192 tiroteios em ações policiais, seguida por Lauro de Freitas (BA), com 18 ações, e Camaçari (BA), com 14 casos.

Em fevereiro deste ano, o Complexo do Nordeste de Amaralina, em Salvador, viveu dias de terror após uma série de incursões policiais que resultaram em 12 mortes. As ações ocorreram depois da morte do cabo da Polícia Militar, Glauber Rosa Santos, baleado durante uma operação na região.

Menino Davi

No dia 1º de maio deste ano, o bairro do Engenho Velho da Federação acordava com os rastros de morte depois de mais uma operação policial. A ação deixou 3 pessoas mortas, dentre elas, o menino Davi Luiz de Jesus Ribeiro, de 11 anos, que morreu dentro de casa após ser atingido por um disparo. Uma tia do garoto também ficou ferida.

Familiares e vizinhos de Davi, ativistas e organizações dos movimentos sociais têm questionado a abordagem da PM e reivindicado a responsabilização do Estado pela morte do garoto. O caso está sob investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), que deve apurar de onde saiu o disparo que vitimou o menino.

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