Texto: Divulgação
O projeto Vozes Vissungueiras lança nesta sexta-feira (31) um documentário inédito e uma edição em vinil do álbum homônimo. Ambos serão apresentados ao público na Casa Farofa, no centro de São Paulo (SP).
O álbum digital já está disponível nas plataformas de streaming. Com direção geral e curadoria de Rita Teles, o projeto reúne artistas como Graciela Soares, Juçara Marçal, Sérgio Pererê e Tiganá Santana. Salloma Salomão é responsável pela direção musical, enquanto Mestre Enilson Viríssimo assume como arranjador. O projeto tem como curadores os pesquisadores Luciano Mendes e Joana Corrêa.
Dirigido por Fernando Solidade, o documentário acompanha a construção do álbum desde as primeiras gravações em estúdio. Em seus 33 minutos, reúne imagens de bastidores, ensaios, apresentações e depoimentos de músicos, pesquisadores e curadores. A produção revela o processo criativo que aproximou tradição oral, pesquisa acadêmica e criação musical contemporânea. O lançamento oficial do álbum aconteceu em dezembro de 2025, em São Paulo (SP).
Mediado pelo selo Made in Quebrada Discos, o vinil foi concebido como um documento de preservação cultural. A edição, com tiragem de 300 exemplares, será distribuída gratuitamente entre comunidades guardiãs dos vissungos, entre elas as comunidades de Milho Verde e São João da Chapada, ambas em Minas Gerais.
Os vissungos são cantos tradicionais de matriz bantu, trazidos ao Brasil por povos africanos e preservados em comunidades quilombolas, principalmente de Minas Gerais. Além do valor musical, os cânticos constituem um importante patrimônio linguístico e cultural afro-brasileiro.
Também receberão os discos artistas participantes, pesquisadores, coletivos de cultura negra e instituições dedicadas à preservação da memória musical brasileira.
Para a curadora Rita Teles, o desejo de recriar as memórias em fonogramas sempre foi muito maior do que o gesto de gravar um disco.
“Nossa intenção era produzir, ao lado de outros registros fundamentais dos séculos XIX, XX e XXI, mais um documento de difusão dos vissungos para as próximas gerações. O documentário nasceu simultaneamente ao álbum, com o propósito de registrar a potência dos encontros que tornaram esse projeto possível. O LP assume agora o papel de um registro histórico.”


