Por Patrícia Rosa*
Com previsão de iniciar as atividades a partir de 2027, a Universidade Federal Indígena (Unind) foi criada a partir da Lei n.º 15.418/2026 e publicada no Diário Oficial da União na última sexta-feira (29). A instituição terá sua primeira sede instalada no prédio da antiga Universidade dos Correios, em Brasília (DF) e será vinculada ao Ministério da Educação (MEC).
De acordo com informações divulgadas pelo Governo Federal, a expectativa é atender até 2,8 mil estudantes em quatro anos. Entre as áreas de formação previstas estão gestão ambiental e territorial, gestão de políticas públicas, sustentabilidade socioambiental, promoção das línguas indígenas, saúde, direito, agroecologia, engenharias e tecnologias, formação de professores e áreas estratégicas para autonomia profissional.
A instituição terá foco no fortalecimento cultural, na gestão territorial e ambiental e na garantia dos direitos indígenas. A lei decreta que os cargos de reitor e vice-reitor deverão ser ocupados obrigatoriamente por docentes indígenas.
Com relação aos processos seletivos, a instituição poderá adotar seus próprios processos seletivos, tendo como base a participação das comunidades indígenas e respeitando as diversidades linguísticas e culturais.
A chegada da universidade dialoga com a realidade do baixo acesso de estudantes indígenas ao ensino superior. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que, entre os anos de 2000 e 2022, cerca de 51,8% desta população não tinha instrução ou possuía apenas ensino fundamental incompleto, enquanto apenas 8,6% dos indígenas com mais de 25 anos concluíram o ensino superior.
*Com informações do Jornal A Tarde


