Texto: Divulgação
A Companhia Cultural Mont’Arte, de São Francisco do Conde (BA), em parceria com o Centro de Teatro do Oprimido da Bahia (CTO-BA), realiza o projeto “Teatro do Oprimido é Arte Pública!: Transformação dos Territórios”. A iniciativa, que chega a sete municípios baianos entre 30 de outubro e 14 de dezembro de 2026, articula formação teatral gratuita, intercâmbio artístico e experimentação estética. A programação ainda inclui apresentações do espetáculo O Pregador – Teatro-Fórum Antirracista, com objetivo de ampliar o acesso ao método desenvolvido pelo dramaturgo brasileiro Augusto Boal.
A agenda do projeto contempla os municípios de Salvador, Vera Cruz, São Francisco do Conde, Ilhéus, Feira de Santana, Senhor do Bonfim e Alagoinhas. Em cada território, a proposta busca estimular a formação de novos grupos de Teatro do Oprimido, fortalecer a Rede Baiana de Teatro do Oprimido (RBTO) e criar espaços coletivos de expressão, diálogo e enfrentamento das opressões por meio da linguagem teatral.
O Pregador: quando o público também entra em cena
A circulação artística do projeto tem como destaque o espetáculo O Pregador – Teatro-Fórum Antirracista, montagem da Companhia de Teatro da Universidade Federal da Bahia (UFBA), em parceria com o CTO-BA. Dirigida por Licko Turle, que também divide a dramaturgia construída coletivamente com Helen Sarapeck. A montagem apresenta a história de Clara dos Anjos, uma mulher negra que, depois de concluir o curso de Direito, enfrenta o racismo no mercado de trabalho.
As sessões acontecem em Salvador (07 de novembro), São Francisco do Conde (14 de novembro), Ilhéus (21 de novembro), Feira de Santana (28 de novembro), Senhor do Bonfim (02 de dezembro), Alagoinhas (05 de novembro) e Vera Cruz (12 de dezembro). As sessões ocorrem sempre às 18h, abertas ao público e gratuitas.
A experiência é organizada em três momentos: inicialmente, o elenco envolve os espectadores em jogos e exercícios; em seguida, apresenta o chamado antimodelo, expondo uma realidade social que precisa ser transformada; por fim, o público é convidado a assumir o papel de espect-ator, entrando em cena para experimentar outras possibilidades de enfrentamento das situações de opressão.
Além das apresentações, o projeto tem como objetivo compartilhar ferramentas para que artistas, educadores, agentes culturais, integrantes de movimentos sociais e demais interessados possam multiplicar o conhecimento em seus próprios espaços de atuação, estimulando a continuidade das práticas nos territórios.
Formação que conecta os territórios
A formação combina atividades teóricas remotas e experiências práticas presenciais. A etapa teórica acontece por meio de aulas síncronas, realizadas às segundas-feiras, das 19h às 20h30. A aula inaugural ocorreu em 30 de outubro, às 19h, com a participação de Licko Turle, ator, diretor, professor de teatro e coordenador artístico-pedagógico do projeto.
Já a etapa prática acontece presencialmente, em dois dias consecutivos de encontros, com exercícios, jogos teatrais, experimentações e aplicação das técnicas do Teatro do Oprimido. Ao final dos processos formativos, os participantes terão espaço para compartilhar suas experiências e criações em mostras de resultados, apresentando ao público os caminhos percorridos durante as oficinas.
O projeto conta com apoio da Emenda Parlamentar nº 2881/2026, do deputado estadual Hilton Coelho, viabilizada pela Secretaria de Cultura do Governo do Estado da Bahia.


