Intervenções artísticas, contação de histórias e conhecimento ancestral serão apresentados ao público infantojuvenil em programação gratuita e diversificada entre 25 e 29 de julho

Texto: Divulgação

Imagem: Helder Novaes

O Julho das Pretinhas, Festival de Arte e Educação pensado para o público infantojuvenil, pais e educadores, realiza sua 5ª temporada entre 25 e 29 de julho.A programação é inteiramentegratuitae acontece de forma híbrida, com mostras artísticas e intervenções lúdicas apresentadas virtualmente para todo o Brasil, através das páginas @calubrincante e @julhodaspretinhas. Além de uma apresentação teatral que acontece na cidade de Palmeiras (BA) e uma programação paralela em Amélia Rodrigues (BA).

O Julho das Pretinhas toma como referência o Dia Internacional da Mulher Negra, Latino-Americana e Caribenha, celebrado no dia 25 de julho, e nasce como iniciativa voltada ao público infanto-juvenil. A atriz, diretora, escritora e idealizadora do Projeto, Cássia Valle, afirma que a ideia é promover atividades lúdicas e educativas para que a criança reconheça e valorize a sua identidade afro-brasileira.

“É importante que desde muito cedo nós plantemos a sementinha da representatividade e de valorização de quem somos. Chegamos, de forma independente, na quinta edição do Julho das Pretinhas, muito felizes em saber que estamos expandindo essa história de amor por nossa ancestralidade para nossas crianças”, afirma.

As intervenções artísticas acontecem nas páginas do projeto e são protagonizadas por crianças convidadas a mostrarem seu talento através da música, dança, teatro, contação de histórias e demais manifestações criativas. A programação inclui ainda a sessão “Fala Pretinhas”, com depoimentos de meninas falando de sua perspectiva sobre representatividade, e a contação de histórias, dessa vez com foco em Maria Felipa, uma das heroínas da história da independência da Bahia. Com o tema “Quem precisa importar heróis e heroínas se temos Maria Felipa?” Cássia Valle e Luciana Palmeira contam a história da líder quilombola no canal do YouTube Calu Brincante.

O evento encerra de forma presencial na cidade de Palmeiras (BA) em uma “Tarde Pretinha”, com apresentação do Bailinho da Aziza na festa de encerramento da Flipazinha, dia 29 de julho (sábado). A programação também acontece presencialmente com atividades artísticas em Amélia Rodrigues, entre os dias 24 e 29 de julho.

O projeto tem como idealizadora e coordenadora geral Cássia Valle, com parceria de Sandra Oliveira e Neide Cruz que representam o Centro Educacional Maria Felipa. A produção é realizada pelo Centro de Pesquisa Moinhos Giros de Arte e Selo Calu Brincante, através da coordenação de produção de Clesia Nogueira,Lucila Laura e Kelly Ribeiro com curadoria da mostra artística por Cássia Valle, Luciana Palmeira e o Bonde da Calu.

Programação Virtual

25 a 29 de julho nas páginas @calubrincante e @julhodaspretinhas

Intervenções Artísticas, Ocupação das páginas pelo Bonde da Calu,

26 de julho – Falas Pretinhas com Cássia Valle e Luciana Palmeira no canal do youtube: Calu Brincantes

Programação Presencial

29 de julho – Apresentação do Bailinho da Aziza na Feira Literária de Palmeiras (BA)

24 a 29 de julho programação em Amélia Rodrigues

Sobre o Julho das Pretas

O Julho das Pretas é uma ação de incidência política e agenda conjunta e propositiva com organizações e movimentos de mulheres negras do Brasil, voltada para o fortalecimento da ação política coletiva e autônoma das mulheres negras nas diversas esferas da sociedade. A ação foi criada em 2013, pelo Odara – Instituto da Mulher Negra, e celebra o 25 de Julho, Dia Internacional da Mulher Negra Afro Latina Americana e Caribenha.

O Julho das Pretas todos os anos traz temas importantes e necessários relacionados à superação das desigualdades de gênero e raça, colocando a pauta e agenda política das mulheres negras em evidência.

Em 2023, o Julho é organizado pela Articulação de Organizações de Mulheres Negras Brasileiras (AMNB) a Rede de Mulheres Negras do Nordeste e a Rede Fulanas – Negras da Amazônia Brasileira.