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Marcelo Castro e TV Aratu são alvo de inquérito do MPF por suposta violação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA)

Órgão apura se houve irregularidade na exibição de imagens ligadas ao universo infantil em edições do programa “Alô Juca”
Imagem: Redes Sociais TV Aratu

Por Jamile Novaes*

O Ministério Público Federal (MPF) abriu um inquérito civil com o objetivo de investigar supostas infrações do programa televisivo “Alô Juca” em relação ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). O órgão deverá apurar se houve irregularidades no uso de animações e elementos ligados ao universo infantil durante a exibição de coberturas de crimes e assuntos policiais.

As imagens foram exibidas entre os meses de outubro e novembro de 2025 e mostram bonecos em 3D que representam o apresentador Marcelo Castro e a repórter Dani Mazzei. Os personagens aparecem usando coletes à prova de balas com a logomarca do programa. Nas redes sociais, a emissora chegou a publicar um vídeo de um momento em que as animações foram exibidas em TV aberta, acompanhado da legenda “É a turma do Juquinha”. 

Em outro vídeo publicado pelo perfil da emissora no Instagram, o apresentador aparece segurando um boneco de pano, que recebeu o nome de “Juquinha”, enquanto convida os telespectadores a acompanharem o programa. “Alô minhas criancinhas, minha galera que acompanha o programa…” dispara Marcelo Castro, e em seguida se refere a ele mesmo como “Tio Juca”.

De acordo com o MPF, os materiais podem gerar confusão e expor crianças a conteúdos que não são adequados para a sua idade. O órgão reforça ainda que a proteção de crianças e adolescentes, no que diz respeito à exposição a imagens inadequadas, é garantida pela Constituição Federal.

O “Alô Juca” é exibido diariamente na TV Aratu, afiliada do SBT na Bahia. O apresentador do programa, Marcelo Castro, atualmente responde na Justiça pelo desvio de R$ 407 mil doados a crianças doentes e em situação de vulnerabilidade financeira, durante o período em que atuou como repórter do programa Balanço Geral, da Record Bahia.

Tanto o apresentador quanto a emissora foram notificados pelo procurador Leandro Bastos Nunes para prestar depoimento sobre a suposta violação ao ECA. Outras figuras públicas também podem ser convocadas a depor. Além das oitivas, o MPF poderá solicitar aos responsáveis pela emissora o fornecimento de documentos e informações para apurar os ocorridos. Em caso de descumprimento das solicitações do órgão, os envolvidos podem responder criminalmente.

*Com informações do portal bahia.ba

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