Não é a primeira vez que um aeroporto é cenário de hostilidade contra pessoas negras

Por Andressa Franco

Imagem: Reprodução Redes Sociais

A cantora Jojo Todynho relatou no último domingo (8) em suas redes sociais ter sofrido racismo em um aeroporto recentemente, quando embarcava em uma viagem de Miami, nos Estados Unidos, de volta para o Brasil.

A artista contou que estava na fila para acessar a classe executiva, que custa mais caro por ser mais confortável e oferecer serviços mais sofisticados, quando uma mulher branca, aparentemente americana, questionou sua presença no espaço. 

“Eu sofri racismo no aeroporto de Miami. Eu estava na fila da classe executiva de um voo de volta para o Brasil, e uma mulher veio falar assim para mim: ‘Você tem certeza que está na fila certa?'”, afirmou Jojo.

De acordo com Jojo, ela só entendeu a situação graças a ajuda de brasileiras no local. “Eu não tinha entendido direito, porque eu não falo inglês. Uma mulher traduziu para mim. Foi uma brasileira que comprou a briga para mim.”

“As pessoas têm a mania de menosprezar a dor do outro e falar que está querendo se aparecer. Pelo amor de Deus. O ser humano está cada dia mais doente”, finalizou a influenciadora.

Não é a primeira vez que um aeroporto é cenário de hostilidade e preconceito. Ficando apenas entre figuras públicas a lista já é longa, com nomes como as ex-BBB Gleci Damasceno e Camilla de Lucas, o deputado estadual do Paraná Renato Freitas, a influenciadora e apresentadora Ana Paula Xongani, a presidenta da Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), Keila Simpson.

Ainda esse ano, repercutiu nacionalmente o caso da professora de inglês Samantha Vitena, vítima de racismo em um avião da Gol Linhas Aéreas após se recusar a despachar uma mala com seu notebook, no Aeroporto Internacional de Salvador.