Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Mulheres se mobilizam pela votação imediata do PL da Misoginia na Câmara dos Deputados

Mesmo com urgência aprovada, proposta segue sem data para votação
Imagem: Juliana Duarte

Por Jamile Novaes

No dia 1º de julho a Câmara dos Deputados aprovou, com 293 votos a favor e 158 contrários, o requerimento de urgência do Projeto de Lei 896/2023, conhecido como PL da Misoginia. Com a aprovação, o PL deverá ser votado pelo plenário sem que precise passar pelas comissões especiais da Câmara. No entanto, quase duas semanas depois, o presidente da Casa, o deputado Hugo Motta, ainda não pautou a votação da proposta.

Diante da falta de celeridade na tramitação do PL, mulheres e organizações feministas de todo o Brasil, realizam uma mobilização nacional pela votação imediata do projeto, antes do recesso da Câmara dos Deputados, que terá início no próximo dia 18 de julho e se estenderá até o dia 31.

O PL da Misoginia prevê a tipificação de condutas violentas motivadas por ódio ou aversão às mulheres. O texto do projeto determina que o crime de misoginia seja equiparado ao crime de racismo, tornando-o inafiançável e imprescritível, com pena de 2 a 5 anos de reclusão e pagamento de multa.

Com as hashtags #PLdaMigosinia e #PautaHugoMotta, a mobilização ganha espaço nas redes sociais e pressionam o presidente da Câmara e demais deputados pela votação e aprovação do texto. 

Os dados sobre violência de gênero no Brasil demonstram um crescimento alarmante, ano após ano. De acordo com a pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”, do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 21 milhões de mulheres, o equivalente a  37,5% das mulheres brasileiras, sofreram algum tipo de violência entre março de 2024 e março de 2025 – 8,6% a mais que no ano anterior.

As violências que culminam em mortes de mulheres em razão de gênero também vêm tendo um crescimento exponencial ao longo dos anos. Segundo a pesquisa “Quem são as Mulheres que o Brasil não protege”, da Fundação Friedrich Ebert no Brasil, o número de feminicídios no país disparou de 527 casos em 2015 para 1.455 em 2025, representando um aumento de 176% de casos em 10 anos. Dentre as vítimas, 68% eram mulheres negras.

Avançar com o PL é uma medida urgente para frear a escalada da violência contra as mulheres no país. O projeto já foi aprovado no Senado Federal e após passar pela Câmara, dependerá apenas da sanção presidencial para entrar em vigor.

Participe da Mobilização Nacional das Mulheres do Brasil pela aprovação do PL da Misoginia:

  • Envie e-mail para a Presidência da Câmara cobrando a votação: dep.hugomotta@camara.leg.br
  • Publique nas suas redes sociais nos dias 13 e 14 de julho, das 7h às 8h
  • Grave um vídeo e marque parlamentares.

Compartilhar:

.

.
.
.
.