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PM é investigado por suspeita de liderar esquema de sequestro na região Metropolitana de Salvador (BA)

O soldado Michael Ramon Sinézio Filgueira, lotado em batalhão que atua no Nordeste de Amaralina, é apontado como responsável por recrutar agentes para esquema criminoso
Imagem: Reprodução

Por Jamile Novaes*

Um policial militar identificado como Michael Ramon Sinézio Filgueira, de 36 anos, está sendo investigado pela Polícia Civil da Bahia sob a suspeita de liderar uma organização que estaria cometendo crimes de extorsão mediante sequestro na Região Metropolitana de Salvador (BA).

De acordo com as investigações, ele seria o responsável por recrutar policiais, ex-policiais e profissionais da segurança privada para atuarem no esquema criminoso. Lotado no 30º Batalhão da Polícia Militar (30º BPM), o soldado não foi localizado para cumprimento do mandado de prisão da Operação Juramento Quebrado, e é considerado foragido.

Além de Michael, o ex-policial Jackson Rodrigues, de 38 anos, também é alvo da operação e foi preso em flagrante na cidade de Petrolina (PE), por porte ilegal de arma de fogo, posse de moeda falsificada e adulteração de identificação de veículo automotor.

Uma mulher de 28 anos, identificada como Tamiris Sousa Cruz, também foi localizada e presa no distrito de Arembepe, em Camaçari (BA), por suspeita de intermediar as comunicações entre integrantes da organização criminosa.

As investigações, que são conduzidas pela Delegacia Especializada Antissequestro (DAS), vinculada ao Departamento Especializado de Investigações Criminais (DEIC), indicam que o grupo sequestrava pessoas que possuem antecedentes criminais, as levava para um cativeiro em Barra de Pojuca, na cidade de Camaçari, e as fazia realizar pagamentos em dinheiro para que fossem libertadas.

A Polícia Civil segue com as investigações para identificar outros possíveis envolvidos no esquema e localizar o PM foragido.

A atuação do grupo ocorre em um contexto de crescente violência e letalidade policial na região do Complexo do Nordeste de Amaralina, área onde atua o batalhão ao qual Michael está vinculado. De acordo com o Instituto Fogo Cruzado, 29 pessoas foram mortas e 10 ficaram feridas em ações policiais realizadas no território entre 1º de janeiro e 25 de abril deste ano.

*Com informações de Correio e G1BA

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